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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A hora e a vez da Aroeirinha

Autoria de Alisson Andrade Almeida e João Paulo Viana Leite (*), em 11/06/2010 A casca do seu caule está incluída como matéria-prima farmacêutica para a produção de um dos oito fitoterápicos que passaram a ser oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) 5 Comentários A casca do seu caule está incluída como matéria-prima farmacêutica para a produção de um dos oito fitoterápicos que passaram a ser oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS); seu óleo essencial tem sido empregado para a produção de cosméticos; seus frutos tornaram-se produto de exportação brasileira destinado a incrementar refinados pratos da culinária europeia, e seu cultivo tem contribuído para engordar o bolso de produtores brasileiros. Nos Estados Unidos, a espécie ainda é ornamental, utilizada principalmente em decorações de Natal - por isso, lá recebeu a denominação de “Christmas-berry”.

Todo esse atributo apenas para uma única planta que ainda representa, sob o ponto de vista ambiental, uma ótima alternativa para a recuperação de ambientes degradados, principalmente em áreas de domínio da Mata Atlântica. Estamos falando da Aroeira.
A espécie Schinus terebinthifolius Raddi (sinonímia: Schinus molle var. hassleri Bakl.), pertencente à família Anacardiaceae, popularmente conhecida como aroeirinha, aroeira, pimenta-rosa, aroeira mansa, aroeira-vermelha, aroeira-pimenteira, fruto-de-sabiá, cambuí, entre outros. A sua ocorrência no Brasil abrange áreas do Nordeste ao Sul, em formações vegetais que variam da restinga a matas de galeria.
A árvore
A árvore adulta tem de 5 a 10 metros de altura, com o tronco envolto por casca grossa e medindo de 30 a 60 cm de diâmetro à altura do peito. A copa é densa e as suas folhas são compostas por 3 a 10 pares de folíolos de bordas serreadas. As suas flores são pequenas e têm coloração levemente amarelada, florescendo geralmente de setembro a janeiro.

A frutificação, de acordo com a região, acontece entre janeiro e julho. Os seus frutos são pequenos, avermelhados e posicionados nas extremidades dos ramos.
Diferentes partes da planta já foram submetidas a estudo fitoquímico, que demonstrou a presença de metabólitos secundários, como taninos, alcaloides, flavonoides, saponinas, antraquinonas, terpenos e óleo essencial. Esse último, presente nas folhas e frutos, pode apresentar teores de 1% e 5%, respectivamente. Os principais constituintes do óleo essencial são o cis-sabinol, limonpineno, delta-caroteno, alfa- e beta-elandeno, eschinol, terechutona, e ácido terebentifólico. A composição química do óleo essencial de Schinus terebinthifolius pode variar de acordo com diversos fatores, como a localização geográfica de plantio, a variabilidade genética e o processo extrativo usado na obtenção.
Na medicina popular, a aroeirinha é usada para o tratamento de úlceras, problemas respiratórios, cicatrização de feridas, reumatismo, artrite e como antisséptico e anti-inflamatório. No Brasil, principalmente no Nordeste, o decocto das cascas do caule da aroeira tem sido muito utilizado no tratamento de afecções do aparelho ginecológico. Na Argentina, a decocção, feita das folhas secas, é usada para desordens menstruais e urinárias. No Peru, a seiva é utilizada como purgante e diurético e, na África do Sul, o chá da folha é usado para o tratamento de resfriados.
Medicamento fitoterápico a base de aroeirinha no SUS
A partir deste ano, os postos de saúde poderão oferecer fitoterápicos produzidos à base das cascas de Schinus terebinthifolius (aroeira), financiados pelo SUS. A portaria nº 2.982, de 26 de novembro de 2009, publicada no Diário Oficial da União, amplia a oferta de fitoterápicos no Componente Básico de Assistência Farmacêutica, passando a oferecer, além do fitoterápico de aroeira, medicamentos produzidos à base de outras sete plantas: espinheira-santa, guaco, alcachofra, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato. Essa portaria representa um grande avanço para a fitoterapia, contribuindo para o uso sustentável da biodiversidade nacional, desenvolvimento da agricultura e da indústria, incentivo à criação de empregos em toda a cadeia produtiva do fitoterápico, além de disponibilizar mais uma opção terapêutica aos usuários do SUS. Esse financiamento do fitoterápico pelo governo segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que os países usem os recursos naturais disponíveis no próprio território para promover a atenção primária à saúde.
A indicação das cascas de aroeira pelo SUS, nas formas farmacêuticas de gel ou óvulo, é  como produto ginecológico para o tratamento de infecção vaginal. Para essa indicação, levou-se em consideração o grande número de evidências científicas de sua segurança e eficácia, inclusive com estudos clínicos realizados em seres humanos.
Emprego na indústria de cosmético
O óleo essencial extraído do fruto e da folha da aroeira tem ação antimicrobiana contra vários tipos de bactérias, fungos e vírus, além de atividade repelente contra a mosca doméstica. Externamente, o óleo essencial é utilizado na forma de loções, géis e sabonetes, indicado para a limpeza de pele, coceira, acne, manchas, antissepsia de ferimentos, micoses e para o banho.

Recentemente, a forte ação antioxidante de extratos de S. terebinthifolius tem chamado a atenção da indústria de cosmético, que a utiliza principalmente em formulações para a proteção da pele.  O óleo essencial, pela sua fragrância, também é altamente apreciado pela indústria de perfumes.
Emprego na indústria de alimentos
Os frutos da aroeira têm sido amplamente utilizados na culinária internacional, principalmente na francesa, recebendo o nome de poivre rose (“pimenta-rosa”, em francês), promovendo um aumento na procura desta espécie pelas indústrias de condimentos. Há pouco tempo, passou a fazer parte também da culinária brasileira - até então seus frutos eram exportados para fazer parte de pratos europeus. Quando fresca e bem conservada, a pimenta-rosa apresenta uma película fina e delicada de cor avermelhada ou rosada, de textura quebradiça que envolve uma semente escura de sabor levemente adocicado e pouca ardência. A pequena semente dos frutos, mais conhecida na culinária europeia como pimenta-rosa, apesar do aroma de pimenta, apresenta sabor levemente adocicado e ardência bem delicada (quase imperceptível).

Hoje a exploração dos seus frutos se restringe à coleta não mecanizada em populações nativas nos estados do Espírito Santo e no Sergipe. Esta atividade de manejo propicia uma alternativa de renda às famílias de coletores.
Recuperação de áreas degradadas
Atualmente, a espécie  Schinus terebinthifolius vem sendo amplamente utilizada na recuperação de matas ciliares e áreas destruídas e contaminadas pela mineração. A facilidade de cultivo em viveiros, a elevada porcentagem de germinação e grande rusticidade são os principais motivos para se utilizar esta árvore no reflorestamento ambiental.
O uso de espécies vegetais nativas em programas de reflorestamentos é bastante promissor, pois são mais adaptadas às condições edafoclimáticas locais e, com isso, facilitariam o estabelecimento da vegetação e as suas relações com a fauna regional. O desenvolvimento de pesquisas que visem reduzir os custos de produção e preservar a qualidade das mudas seria de grande valor, pois incentivaria projetos de recuperação ambiental.
Cultivo e coleta
O cultivo pode ser feito plantando os frutos recém-colhidos da aroeira em um substrato argiloso, como terra de horta, rica em nutrientes. As mudas podem ser produzidas em sacos plásticos ou em tubetes. Em saco plástico, as mudas têm adquirido maiores tamanhos, o que proporcionaria maior sobrevivência e crescimento inicial. Em viveiros, a aroeira floresce e frutifica já no primeiro ano de vida, gerando um retorno rápido ao investimento. Produtores rurais do estado do Espírito Santo têm experimentado a produção de mudas de aroeirinha por estaquia, obtendo bons resultados. Segundo alguns produtores capixabas, cada árvore chega a produzir 6 Kg de frutos frescos ao ano. A espécie deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado nos primeiros anos de implantação.
O período de frutificação da aroeira ocorre entre os meses de janeiro e julho, podendo haver variação de acordo com a região. Nesse período os frutos são coletados. A coleta é realizada de forma simples, na maioria das vezes de forma manual, mas para alcançar os galhos mais altos pode se utilizar podão, de forma a evitar maiores agressões à planta, como a quebra de galhos da copa. Após a coleta, os frutos devem ser levados ao galpão de beneficiamento. Ali, aqueles destinados ao comércio de alimentos, devem ser selecionados principalmente quanto à integridade e à maturidade, sendo retirados os frutos verdes, muito maduros ou “murchos”. Para a produção do óleo essencial, basta retirar os materiais estranhos (insetos, terra, partes de outras plantas, etc.). Pesquisas realizadas no Laboratório de Biodiversidade do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFV mostraram maior teor de óleo essencial nos frutos maduros (1,3%) em relação aos verdes. No entanto, a composição qualitativa entre esses óleos essenciais não demonstrou grandes variações.
Comercialização
Os maiores produtores mundiais de pimenta-rosa encontram-se nas Ilhas Maurício, no Oceano Índico, e têm produção de alta qualidade voltada para as exigências dos países consumidores, principalmente a França. No Brasil, também há produção, principalmente no Espírito Santo. Para a produção de uma tonelada de pimenta-rosa desidratada necessita-se de 4 toneladas de frutos frescos. Nesse estado, entre 2002 e 2003, os frutos foram comprados a R$ 0,80 Kg. Em 2004, esse valor alcançou R$1,00/Kg, com o material sendo entregue na própria comunidade produtora. A pimenta-rosa é usualmente empacotada em embalagem de 5 a 10 Kg, fechada a vácuo.  Seu valor no mercado interno está em torno de R$8,00; já para a exportação chega a US$14. De acordo com produtores capixabas, a maior parte dos frutos da aroeirinha é exportada para países da Europa, com destaque para a França, mas pequena parte é comercializada no mercado interno, principalmente, para compradores de São Paulo.

Quanto ao óleo essencial extraído dos frutos, o preço do frasco de 10 mL é de cerca de R$ 25,00, mais vendido para indústrias de cosméticos.
Perspectivas
O incentivo à agroatividade, que conserva a flora nativa e contribui para o desenvolvimento econômico da população rural, aliando pesquisa científica e políticas públicas, é de fundamental importância para a redução do êxodo rural e para a qualidade de vida do homem do campo. Esse tem sido o propósito do Programa de Bioprospecção e Uso Sustentável dos Recursos Naturais da Serra do Brigadeiro (BioPESB), uma rede formada por pesquisadores da UFV e a comunidade do território da Serra do Brigadeiro, importante região de Mata Atlântica, localizada na Zona da Mata mineira.
Atualmente, pesquisadores do BioPESB têm se dedicado à pesquisa, dentre outras plantas nativas da Mata Atlântica, da espécie Schinus terebinthifolius, e também à produção de mudas para repasse a produtores rurais da Serra do Brigadeiro. Para esse projeto, o Programa conta com a colaboração financeira do Programa de Extensão Universitária (ProExt) dos ministérios da Cultura e da Educação.
Agradecimentos
Ao PROEXT, pelo apoio financeiro, e às pró-Reitorias de Pesquisa e de Extensão da UFV, pelo apoio logístico ao BioPESB.
Referências bibliográficas
AMORIM, M. M. R.; SANTOS, L. C. Tratamento da vaginose bacteriana com gel de Aroeira (Schinus terebinthifolius Raddi): ensaio clínico randomizado. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 25, n.2, 2003.
BACHLE, E.; CAMARGO, P. A. M. Efeito do extrato hidroalcoólico de Aroeira (Schinus terebinthifolius Raddi) na cicatrização e anastomoses colônicas. Estudo experimental em ratos. Acta Cirurgica Brasileira, v. 21, suppl.3, 2006.
BERTOLDI, M. C. Atividade antioxidante in vitro da fração fenólica, das oleorresinas e do óleo essencial de pimenta-rosa (Schinus terebinthifolius Raddi). Dissertação (Mestrado em Ciências e Tecnologia de Alimentos) – Universidade Federal de Viçosa, 2006. 96p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n° 2.982 de 26 de novembro de 2009. Aprova as normas de execução e de financiamento da assistência farmacêutica na atenção básica. Diário Oficial da União, Brasília, 30/11/2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos/ Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. - Brasília: Ministério da Saúde, 136 p. 2009.
BRAZILIAN PEPPERTRADE BOARD. Harvest begins for the new crop of Pink Pepper in Brazil. Disponível em: http://www.peppertrade.com.br
CARDOSO, L. M.; LEITE, J. P. V. Palmeira Juçara: A exploração dos frutos é mais ecológica e rentável do que a do palmito.  Portal do Produtor. Disponível em: https://www2.cead.ufv.br/espacoProdutor/scripts/inicio.php. Acesso em abril de 2010.
CORRÊA, M. P. Dicionário de plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas 6v. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1984.
CLEMENTE, A. D. Composição química e atividade biológica do óleo essencial da pimenta-rosa (Schinus terebinthifolius Raddi). Dissertação (Mestrado em Agroquímica) – Universidade Federal de Viçosa, 2006. 50p.
FAES & SENAR. Pimenta-rosa desponta para a exportação no Espírito Santo. Jornal Esta Terra.  Vitória - ES: Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (FAES) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional do Estado do Espírito Santo (SENAR-AR/ES). 2009. p. 6-7
FARIA, A. B. V. Micobiota associada a Schinus terebinthifolius Raddi na região sudeste do Brasil. Dissertação (Mestrado em fitopatologia) – Universidade Federal de Viçosa, 2003. 75p.
GOMES, M. D. G.; GÓIS, S. N.; SILVA, C. M.; GOMES L. J. GOMES. Extrativismo e comercialização da aroeira (Schinus terebinthifolius raddi) na região do Baixo São Francisco. In: Congresso da sociedade brasileira de economia e sociologia rural, 43., Pôster. Ribeirão Preto, 2005. p.1-13. 2005
JOSÉ, A. C.; DAVIDE, A. C.; OLIVEIRA, S. L. Produção de mudas de Aroeira (Schinus terebinthifolius Raddi) para recuperação de áreas degradadas pela mineração de bauxita. Cerne, v. 11, n. 2, p. 187-196, 2005.
LENZI, M. & ORTH, A. I. Caracterização funcional do sistema reprodutivo da Aroeira-Vermelha (Schinus terebinthifolius Raddi). Revista brasileira de fruticultura, v. 26, p. 198-201, 2004.
LORENZI H., MATOS, F.J.A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas cultivadas. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002. 512 p.
MARONGIU B., ALESSANDRA P.S.P., CASU R., PIERUCCI P. Chemical composition of the oil and supercritical CO2 extract of Schinus molle L.. Flavour and Fragrance Journal,  v. 19,  p. 554-558, 2004.
PATIL Y., SOMAN G., SHINEY P., WAGLE A. Evaluation of in vitro antioxidant activity of herbage of aromatic plants. Journal of Cell and Tissue Research, v. 10, n.1, p. 2125-2129, 2010.
SANTOS, M. R. A.; LIMA, R. A.; SILVA, A. G. Atividade inseticida do óleo essencial de Schinus terebinthifolius Raddi sobre Acanthoscelides obtectus Say e Zabrotes subfasciatus Boheman. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias. Centro de Pesquisa Agroflorestal de Rondônia. Porto velho, 16 p. 2007. Acesso em maio de 2010.

PNUD Brasil: Ferramenta ajuda produtores agrícolas a obter certificação sustentável


Ferramenta ajuda produtores agrícolas a obter certificação sustentável


Página interativa na web oferece informações e permite análises comparativas sobre normas voluntárias de certificação
Brasília, 17/08/2011
do PNUD
A venda de produtos agrícolas brasileiros para mercados nacionais e internacionais, seguindo os princípios da sustentabilidade ambiental, acaba de ganhar um importante aliado. Lançado mundialmente no início deste ano, o Standards Map começa a ser conhecido também no Brasil, oferecendo aos produtores de todo o país uma ferramenta útil ao processo de obtenção de certificação em normas voluntárias, ou seja, aquelas que são desenvolvidas por empresas e entidades não-governamentais.
O Standards Map é uma página web interativa que disponibiliza informações detalhadas sobre esse tipo de normativa aos mais diversificados produtos e mercados e permite uma análise comparativa entre eles. No site podem ser obtidas informações sobre 40 normas voluntárias disseminadas por mais de 160 países, cobrindo cerca de 40 setores produtivos. A ferramenta possui um banco de dados elaborado em estreita parceria com organizações certificadoras, mais de 200 recursos para pesquisa, incluindo artigos científicos, dissertações e casos de sucesso, entre outros materiais para consulta.
As vantagens da certificação dos produtos agrícolas são muitas: acesso a novos mercados, incremento da lucratividade, melhor eficiência produtiva, otimização da imagem corporativa, estímulo ao bem-estar e motivação dos funcionários e, ainda, produção de impactos ambientais positivos.
“As vendas de produtos certificados, como Organic, Fairtrade, Rainforest Alliance, Utz Certified, têm crescido substancialmente quando comparado com produtos convencionais não-certificados”, explica Leonardo Fernandes, analista para o mercado agrícola do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Na média mundial, os produtos certificados Fairtrade tiveram acréscimo de 15% nas vendas mesmo durante o auge da crise econômico-financeira de 2009.
Outra demonstração de que o uso de normas voluntárias no mercado agrícola está em ascensão é a recente decisão da Comissão Europeia de estabelecer a meta de 50% em Green Public Procurement que estimula a aquisição de produtos agrícolas sustentáveis no âmbito do bloco europeu. “Neste contexto”, explica Fernandes, “o Standard Map apresenta-se como uma excelente ferramenta que possibilita a sistematização e a customização de informações fundamentais aos produtores que querem aumentar ou conquistar esse crescente mercado.”
O desenvolvimento do Standard Map insere-se nas iniciativas do Programa de Promoção ao Comércio para o Desenvolvimento Sustentável (T4SD, da sigla em inglês), resultado de uma parceria da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD) e a Organização Mundial do Comércio (OMC), com o objetivo de disseminar informações sobre normas voluntárias e ampliar a sustentabilidade na produção manufatureira em âmbito internacional.
Todas as informações disponibilizadas na página podem ser acessadas gratuitamente, basta o usuário fazer um rápido cadastramento. O site atualmente é apresentado em inglês e espanhol e até janeiro de 2012 terá também versão em português.
Beneficiários
Dentre os principais beneficiários dessa ferramenta estão pequenos e médios produtores agrícolas que desejam oferecer um diferencial aos compradores, governos interessados em desenvolver uma estratégia de desenvolvimento sustentável, agências de promoção ao comércio e ONGs. Veja alguns exemplos de quem pode se beneficiar do Standard Map e como:
Um exportador agrícola brasileiro que está pensando em diversificar suas exportações para novos mercados consumidores pode, através da ferramenta, descobrir:
- Quais certificações são reconhecidas pelos seus atuais consumidores;
- Quais certificações são aplicáveis ao seu respectivo produto;
- Quais são os requisitos para se obter essas certificações, os mecanismos de implementação e os potenciais custos.
Um investidor estrangeiro que está considerando o Brasil em seus novos investimentos no setor agrícola pode identificar:
- Quais certificações presentes no Brasil são aplicáveis ao mercado agrícola;
- Quais são os potenciais impactos dessas certificações no Brasil e como esses impactos podem influenciar a tomada de decisão desses investidores.
Uma empresa de beneficiamento e agronegócio que deseja ampliar seus potenciais fornecedores e, assim, reduzir os riscos na sua cadeia produtiva pode verificar:
- Se uma certificação pode minimizar riscos existentes na sua cadeia produtiva;
- Quais são os produtos que podem ser certificados;
- Quais são as certificações com maior potencial para reduzir estes riscos, os quais incluem sistemas de rastreabilidade e procedimentos de garantia, por exemplo.
Saiba mais
Normas voluntárias
São desenvolvidas por entidades não-governamentais, associações, companhias, entre outros modelos institucionais. Dessa forma, o cumprimento de tais certificações não é legalmente obrigatório ou requerido por governos ou instituições multilaterais. Também se diferenciam das certificações compulsórias que possuem obrigatoriedade de execução.
Green commodities
O PNUD lançou o programa de Green Commodities Facility em 2009, com a missão de conectar mercados globais, governos e agricultores para fortalecer a capacidade dos países de ampliar a produção e venda de commodities agrícolas sustentáveis. Um dos focos específicos do programa refere-se à relação entre produção agrícola e mudanças climáticas e seus impactos na redução do desmatamento, manutenção dos ecossistemas e conservação do habitat natural. Diversos projetos estão em andamento atualmente, dentre os quais destacam-se: carne bovina, cacau, café, algodão, dendê, abacaxi, arroz, camarão, açúcar, chá, atum e madeira.
International Trade Centre (ITC)
Instituição em operação desde 1964, o ITC auxilia o Sistema das Nações Unidas, bem como suas respectivas agências, na elaboração de técnicas e ferramentas comerciais. Atua em parceria com a OMC e UNCTAD na consolidação de novas estratégias comerciais em prol de um ambiente produtivo mais sustentável.
Standards Map Conheça melhor a ferramenta acessando os seguintes documentos nos formatos PDF e Power Point.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

VOCAÇÃO & SENTIDO
Gestalt-Terapia
Constelação Familiar
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“Os contadores de histórias das florestas falam de dois tipos de fome.
Dizem que há a fome física e também a Grande Fome.
Esta é a fome por sentido.
Existe apenas uma coisa insuportável: uma vida sem sentido.
Não há nada errado com a busca pela felicidade.
Mas existe algo grande, o sentido, que é capaz de transformar tudo.
Quando você tem sentido, você é feliz, você pertence.”
(Sir Laurens van der Post, no documentário Hasten Slowly)
Dia: quarta, 20/07/2011, das 18h30 às 21h30
Local: Clínica de Psicologia Carpe Diem
Rua Nilo Peçanha, 718

Através da Constelação Familiar Sistêmica e Organizacional é possível atuar na abertura de sistemas ou dissolução de emaranhamentos que envolvem empreendimentos e novos projetos profissionais, como abertura de empresas, troca de emprego, mudança de carreira e em todos os casos de mudanças profundas, assim como em processos de herança, inventários.
E a Gestalt-Terapia, trabalhando na ampliação da autoconsciência, proporciona um contato profundo com a vocação, oportunizando um novo olhar sobre si mesmo, sobre a situação conflitante, com uma visão mais clara dos fatores limitantes e dos fatores impulsionadores individuais, dando maior segurança na tomada de decisão.
Programação:
  • 18h30 chegada e acomodação
  • 18h45 apresentação do grupo e das terapeutas
  • 19h técnica de Gestalt-Terapia
  • 20h pausa
  • 20h15 vivência de constelação
  • 20h30 à 21h30 constelação
Investimento:
  • Valor para constelar um tema R$ 120,00
  • Valor para participar R$ 40,00
Inscrições:
É necessário fazer antecipadamente sua inscrição com Cláudia ou Sheila:

    Cláudia Maria Vassão
  • Facilitadora em Constelação Familiar e de Negócios (formação concluída em 2010 com Tsuyuko e Peter Spelter);
  • Mestre em Organizações e Desenvolvimento (FAE).
  • Telefone: (41) 3308-8882 / 9107-2670
    Sheila Tioko Kondo – CRP-08/11129
  • Psicóloga, especialista em Psicologia do Trabalho (UFPR);
  • Formação em gestalt-terapia pelo Instituto de Gestalt de Curitiba (IGC);
  • Telefone: (41) 3338-7576 / 9934-3325




1. INTRODUÇÃO À PRÁTICA DA AROMATERAPIA

Venha conhecer o instigante universo dos Óleos Essenciais.
Oficina dirigida aos interessados no conhecimento básico e prático de Aromaterapia aplicada ao dia-a-dia.

Data: 10 de setembro de 2011
Carga Horária: 8h, das 9h às 18h30, com intervalo para almoço.
Local: Sede da Aypar - Rua João Skalski, 61 - Jardim Botânico - CTBE/PR

Conteúdo Programático:
  • O que é Aromaterapia;
  • O que são os Óleos Essenciais (OE);
  • O que são, quais são e para que servem os principais Óleos Vegetais carreadores (OV);
  • Formas de uso dos Óleos Essenciais;
  • Propriedades Terapêuticas dos 10 principais Óleos Essenciais usados na Aromaterapia;(Alecrim Qt. Cineol, Cipreste, Copaíba destilada, Cravo, Eucalipto globulos, Gengibre, Hortelã Pimenta, Lavanda, Limão e Tea tree).

2. OFICINA DE AROMATERAPIA APLICADA À GESTAÇÃO
    (fly abaixo)


Data: 11 de setembro de 2011



Investimento:
Valor para cada oficina:
R$220,00
Desconto especial para inscrições realizadas até 26/08: R$190,00

Informações e Inscrições:
Nicole Passos   41 9832 6646 (Tim) . 41 3328 0449 (res)
:: http://naturoterapeuta.blogspot.com/ ::

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Queridos amigos,
nós temos um grande presente, teremos 2 dias completos dedicado ao tópico do relacionamento, para aprofundarmos nessa grande sabedoria.


Arte dos Relacionamentos:
Amor como caminho para Felicidade 
Seminário dia 23 e 24 de julho

-       Fundamentos do amor: em que o amor é baseado. Tipos do amor. 
-       Como através do relacionamento alcançar a natureza do amor.
-       A mente e o coração, a lógica e os sentimentos. Liberação da mente e abertura do amor no coração.
-       Como ajudar um ao outro a abrir a sua individualidade no relacionamento usando o poder do amor.
-       Mistério do ritual: Acordando a energia do amor. Criação do campo magnético para o amor.
-       Meditação Zen como caminho para coração
-       Dança Sufi: dança que abre o amor e o coração. 
-       Transe / meditação dinâmica

**Observação: No domingo traga uma venda com você.

Valor: 450,00.

23 e 24 de julho, sábado e domingo, das 9h às 19h.
Local: Essência - Escola do Ser. 705 sul bloco L casa 36


Ministrado por Yarash
Professor de Yoga, Coaching,  especialista em técnicas para o êxito e elevação do poder pessoal. Há mais de dez anos é formado pela Escola de Yoga Integral Kundalini Tantra na Ásia. Entre os anos de 2003 a 2010 viveu na Ásia, realizando inúmeras viagens àÍndia, Mongólia, Tibete, Cazaquistão, onde conheceu e vivenciou profundamente as  tradições orientais.
É especialista em técnicas de transe, hipnose, arte oratória, ajudando seus pacientes a abrirem capacidades criativas e individuais (desenho, canto, libertação da voz, abertura da audição).
Desenvolve trabalhos de Coaching para empresas.
Realiza trabalhos de aperfeiçoamento e desenvolvimento humano na Rússia (onde nasceu), também naAlemanha, Grécia, Bélgica, França, Finlândia, Cazaquistão .
Sua dedicação e aprimoramento nos esportes, artes marciais e práticas energéticas como Chi Kung, lhe permitiram dominar o seu corpo e muitos processos internos relacionados à energia e auto conhecimento, auxiliando seus pacientes a entenderem e realizarem suas metas na vida de acordo com a própria essência e individualidade.
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JULHO

A HUB ESCOLA de INVERNO - QUAL O FUTURO QUE VOCÊ QUER CONSTRUIR? está acontecendo desde o dia 11 de julho e vai até dia 31 deste mês com uma programação especial de atividades, oficinas, workshops. Os temas trabalhados nesta edição são: Consciência, Inovação e Empreendedorismo. As atividades acontecem no HUB São Paulo - veja a localização aqui.
A Hub Escola é um festival de aprendizado concentrado em 3 semanas de atividades relacionadas aos principais temas: Consciência, Inovação e Empreendedorismo. Reúne centenas de pessoas de áreas diferentes que trabalham ativamente para construir o futuro que desejam.
A Hub Escola é um intenso período de oficinas, palestras, desafios coletivos e momentos de reflexão. Tem como objetivo propiciar um ambiente inovador para trocas de conhecimento e aprendizagem. Todos são convidados a organizar atividades e contribuir com o processo de aprendizado. Nesse movimento, o lucro é apenas uma via condutora de idéias, e não o principal fim desejado das relações.
Desta vez o Árvores Vivas participa somando com o Rios e Ruas! Nossas iniciativas buscam juntas ampliar o contato dos cidadãos com a natureza "invisível" das cidades, sensibilizando o olhar, despertando os sentidos para percebermos a riqueza de vida que habita, é forte e presente no dia-a-dia das nossas vidas!
Serão dois dias de atividades:
Serão dois encontros de muita alegria com trocas sobre nossas visões, sentimentos e sonhos para a natureza que queremos ver nas nossas cidades!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Os segredos da termoterapia
por Ionara Cavalheiro, Terapeuta
Você sabia que existe um jeito de usar o calor para relaxar seu corpo? Feche os olhos e imagine este calor intenso neste inverno.
O que é - A termoterapia é a aplicação terapêutica de qualquer substância ao corpo que resulta no aumento ou diminuição da temperatura dos tecidos corporais. Visa o estímulo circulatório e anti-inflamatório, analgésico, o relaxamento muscular entre outros.
E como funciona - O organismo humano é homeotérmico, ou seja, mantém sua temperatura entre certos limites fisiológicos. Para que a temperatura seja mantida dentro destes limites, ela é regulada através de mecanismos de aquecimento e resfriamento, activados pelo cérebro. Estes mecanismos quando ativados aceleram o metabolismo basal e com isso a queima de calorias favorecendo assim o emagrecimento e a diminuição da gordura.
Tipos de termoterapias – Aproveitamos o inverno para trabalharmos com o calor na área de relaxamento associando os benefícios específicos de cada técnica da termoterapia, como as Pedras Quentes, as Pindas Chinesas e as Toalhas Aquecidas.
Pedras Quentes – É uma terapia que alia a sensação agradável da massagem com a termoterapia e a geoterapia, proporcionando ao que recebe a massagem uma sensação revigorante de bem estar e relaxamento.
 
Pindas Chinesas – Thai Herbal Ball (ou como conhecemos, Pindas Chinesas) é uma técnica que une o poder terapêutico das ervas aromáticas com a eficiência da massagem aplicada potencializada com o poder energético do calor sobre pontos do corpo. São saquinhos de linho que no seu interior têm ervas medicinais, aromáticas e especiarias com propriedades tanto relaxantes como estimulantes, quando as quais previamente aquecidas criam um efeito terapêutico equilibrando a energia interior e trazendo bem-estar.Durante o outono e inverno esta terapia constitui uma forma saudável e 100% natural de equilibrar o sistema respiratório , libertando fadigas associadas aos resfriados, sinusites, bronquites, constipações e estados de obstrução de vias respiratórias. Sendo indicada também para pessoas asmáticas e para proteção e desintoxicação do sistema respiratório dos fumantes.
 
Toalhas aquecidas - São usadas a mais de 5 mil anos para o benefício do corpo, principalmente nas regiões mais frias ou no outono e inverno. O calor gerado pelas toalhas aquecidas ativa a circulação e podem auxiliar em diversos males, mas principalmente como relaxamento profundo aliviando o estresse.
 
Aqui no Calliandra, você também pode usufruir dos benefícios da Termoterapia. Entre em contato conosco pelo telefone (51) 3333-5255 para saber mais informações.
Paz e saúde,
Ionara.

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